Sabe aquela sensação maravilhosa de chegar em casa e receber um abraço apertado de seus filhos? Sabe aquela pessoinha que confia em você e se sente muito seguro com isso? Sabe aquele sorriso que se abre ao te ver pela manhã logo quando acorda? Pois é. Muitos conhecem isso. Outros tantos, não sabem. Alguns querem saber. Outros, não fazem questão disso. E isso também pode ser feito com um cachorro, quando ele vê o dono(a) e abana o rabo, ou qualquer outro animal. Não que esteja fazendo uma comparação, mas que uma coisa é uma coisa e que outra coisa é outra coisa. Todos tem suas preferências, e está tudo bem assim mesmo. Desde que haja respeito, tudo certo.
O fato é que temos visto muito por aí aquele lance de se “humanizar” os “pets”, tratando-os como filhos. Não estou aqui julgando ou falando mal de um ou outro, mas que a gente escuta muitas dessas histórias por aí, e nem venho aqui condenar se um está certo ou se o outro está errado. Quem sabe de si, é a própria pessoa, que pode ter passado por experiências que a levaram a tomar suas atitudes. Também não estou querendo dizer que o certo é agir como fazíamos antigamente, dando restos de comida para os cachorros, ou pouco ligando se estão bem ou não. Não é bem isso. Nem quero ser nenhum antiquado de cabeça fechada e que não aceita as “modernidades”. Pelo contrário. Acredito que muitas coisas atuais vieram para contribuir e muito com nosso dia a dia, melhorando e facilitando tudo que a gente faz.
O que quero dizer é que ao pensar e refletir a respeito desses assuntos, e ao ouvir histórias até de pessoas próximas, vejo que alguns pais não estão exercendo sua função de pais como deveriam fazer. E me incluo nessa, quando se trata de educar os filhos para se tornarem pessoas melhores. Tenho minhas falhas, crenças e limitações ao tratar com meus filhos. Erro de montão ao não me sentar com eles e poder conversar, bater um papo entre amigos mesmo, ou ao ficar no tapete brincando com algum jogo, ou falando da escola ou da vida. Não se trata de uma tarefa fácil mesmo. Até mesmo para falar disso nos dias atuais, é bem complicado devido a uma série de fatores por ser um assunto muito delicado do qual irá afetar alguns de uma forma ou de outra.

O preocupante nem é isso, mas o preocupante é que nós pais não estamos totalmente maduros a ponto de poder educar nossos filhos, assim como nossos pais foram. Verdade que muita coisa mudou e que muitos de nossos pais também não foram tão bem assim na nossa educação, mas havia, pelo menos um respeito em temer aos pais. Parece que está tudo meio jogado ou largado, onde estamos sempre na correria de cuidar de casa, do trabalho, dos pais, dos filhos e de tudo mais, que as vezes esquecemos deles, e deixamos eles sentados no sofá com o celular para poder distrair e a gente voltar a fazer nossas tarefas. Estamos criando uma geração de jovens que terão dificuldades em lidar com os “nãos” da vida.
Dizem as estatísticas, que haverá uma série de doenças emocionais daqui a alguns anos, que podem impactar negativamente nas próximas gerações (já vem afetando muita gente atualmente). Mas então? Como podemos fazer com que isso diminua ou até mesmo deixe de acontecer? Talvez se pudermos repensar todas as nossas atitudes como exemplos que somos para nossos filhos e pessoas próximas. Quem sabe, possamos fazer alguma coisa agora, para não sofrer as consequências lá na frente. A implantação de uma ação que possa fazer com que tudo isso retroceda e estanque essa ferida aberta por nós atualmente, pode trazer algum resultado. Acredito que existem sim, uma série de pessoas engajadas em querer mudar nosso mundo genuinamente. Com o pouco que vejo na internet e redes sociais, cada vez mais, pessoas procuram se livrar de seus problemas, enquanto uma outra parte procura ajudar essas pessoas a sair dessas situações.
Estão surgindo mais e mais pessoas por aí que estão se incomodando com suas situações e querem buscar melhorias. Existem muitas pessoas querendo ajudar as outras por terem passado por alguma dificuldade em que outros se encontram, mas que já foram superadas, e que podem servir de lição ou exemplo para as outras pessoas também poderem romper suas barreiras. Muitas pessoas procurando se encontrar, enquanto outras que já se encontraram e que agora estão ajudando outras a resolverem seus problemas. Isso é muito legal.
Cada vez mais na internet a gente vê muitas pessoas auxiliando e mais um mundaréu de gente querendo se transformar, em todos os assuntos como na parte pessoal, profissional, espiritual, saúde e tudo mais que traz melhorias para nós seres humanos. E assim vem surgindo gente nova para poder orientar as demais naquele seu problema do qual a pessoa já passou, e nada como a experiência na prática para poder aprender realmente.
Assim, diante de tudo aquilo que encontramos de problemas, e a busca pela educação ideal dos nossos filhos, é um item muito importante e muito pesquisado, pois se trata de uma de nossas inquietudes em fazer de nossas crianças, pessoas melhores. As pessoas que estão ajudando outras pessoas, podem contribuir com isso, afinal muitas pessoas trazem soluções daquilo que buscamos. Sempre haverá alguém querendo resolver alguma coisa, seja a educação e como lidar com os filhos, ou de como treinar os nossos animais, ou ainda de queremos buscar uma melhor qualidade de vida através de dietas, exercícios, alimentação saudável, além da busca de soluções espirituais, profissionais e afins.

Com a intenção de tentarmos sermos melhores pais, e donos de animais, fazemos aquilo que eles nos pedem com o intuito de livrá-los dos sofrimentos que nós ou nossos pais tiveram, ou que fazemos tudo aquilo que nossos pais não puderam nos dar, para então entregar a nossos filhos. Do mesmo modo, tratamos nossos animais de estimação com tudo que há de melhor atualmente. E isso é ruim? Acredito que não. Como tudo na vida, existe o lado bom e o lado ruim. Sim temos toda a facilidade e comodidade de proporcionar para nossos bichinhos uma vida confortável e bacana e assim, também temos os desafios normais de se ter um animal de estimação como era no passado, mas que hoje temos mais comodidade e praticidades para tratar com os bichinhos. E com os filhos também temos todas as facilidades de que o mundo nos proporciona.
Existe o ditado de que tempos difíceis fazem homens fortes, e tempos fáceis fazem homens fracos, como já mencionei em outros artigos anteriores, mas que se por um lado vamos ter toda a facilidade do dia a dia, vamos ter as dificuldades de aprender a lidar com nossas emoções de que toda nossa e as demais gerações futuras, terão que passar. Eles não vão ter que sofrer com trabalhos pesados e manuais, pois muita coisa está sendo automatizada, mas por outro lado, terão que aprender a controlar suas emoções de toda uma vida pela qual não houve falta de ferramentas para facilitar os trabalhos, ou a falta de alimento, ou ainda a falta de serviços essenciais como de saúde.
Toda a tecnologia atual gera uma série de benefícios que nos deixa realmente acomodados a ponto de não termos que levantar do sofá para pedir comida. Basta uns toques no celular que a comida já vem pronta. E se pararmos pra pensar, se isso continuar assim, podemos ficar iguais as pessoas do desenho animado da Disney “Wall-E”, onde as pessoas nem andam mais, e se locomovem através de uma cadeira flutuante, e os robôs fazem todo o serviço . É claro que é uma ficção originado de uma imaginação de um autor que teve essa ideia, mas que pode ser que aconteça. Quem sabe?
Penso que sempre haverá trabalho manual a fazer. Acredito que vai continuar tendo pessoas com as motivações de se movimentar, se exercitar ou querer buscar suas próprias coisas. Mesmo tendo a facilidade de se pedir comida para entregar na porta de sua casa, vão existir pessoas que irão querer dar uma caminhada até a esquina para pegar o pãozinho quentinho para o café da manhã. Vai haver gente disposta a querer fazer o trabalho braçal. Além do que alguém vai ter que entregar as mercadorias (até o momento que não forem substituídas por robôs).
Mas deixando a viagem fantasiosa e futurista da minha imaginação de lado, e focando no aqui e agora, vejo muita coisa boa para podermos nos concentrar e aperfeiçoar, como também vejo coisas ruins que podem ser adaptadas e modificadas para melhor. Existe uma dificuldade em lidar com os filhos? Sim existe. Mas desde sempre existiu. Os problemas são outros. Existe a mudança em nossa cabeça dos controles emocionais do qual não sabemos muito bem lidar com eles? Sim, também existem. Mas nada que não possa ser modificado e melhorado. Sempre irão existir problemas. Eles nos acompanham desde sempre e não vão nos deixar. A magia está no como vamos fazer para resolver esses problemas, e assim que resolver, encontrar outros maiores. Mas aqueles que já resolvemos já foi. Não irá mais incomodar e irão servir de aprendizado para ajudar outras pessoas a ultrapassá-los.
Vemos muitas coisas por aí, das quais a gente acaba não aprovando por conta de não condizer com nossas convicções, como coisas que pais pensam não haver perigo em expor nossos filhos em algumas coisas que para alguns, podem ser perigosas, mas que para outras pessoas, parece não haver perigo algum. Assim acredito que cada um sabe de suas responsabilidades. Cada um sabe, ou pelo menos, imagina que sabe o que pode causar perigo ou não para seus próprios filhos ou animais de estimação, mas algumas coisas devem ser questionadas por nós mesmos para saber se aquilo que estamos fazendo, vai refletir de uma maneira positiva ou negativa no comportamento de nossos filhos no futuro. Como por exemplo num simples fato de deixar a criança no banco da frente do carro, ou deixar no banco de trás sem cinto de segurança. Num ponto de vista de alguns, pode parecer que não demonstre perigo algum, mas para outros, e principalmente para nossos filhos que estão nessa posição, irá parecer para eles, que se pode fazer isso tranquilamente, já que seus próprios pais fazem isso. Mas isso será aprovado quando seus pais estiverem mais maduros e ver que seus filhos fazem isso com seus netos? Não seria interessante pensar nisso hoje para não termos que nos preocupar no futuro? Quem sabe? Como eu disse, cada um sabe de si, não é mesmo. E todos estão livres para fazer o que quiserem. Mas que possamos pensar nas consequências lá na frente. Não se trata de se adotar uma postura “careta” ou antiquada, mas sim a respeito de valores que estamos implantando na cabeça de nossas crianças.
Entre a escolha de se ter um filho ou um cachorro, a recomendação é de que faça aquilo que desejar fazer. Fique com os dois. Ou escolha uma só coisa. Ou não escolha nenhuma e siga em frente. Independente do que irá escolher. Independente do que as pessoas ao seu redor irão dizer, faça a sua escolha. Você é livre para isso. Faça aquilo que deseja, que está tudo bem. Apenas seja maduro nas suas decisões e siga adiante sabendo que optou por uma ou outra coisa que irá alterar alguns pontos na sua vida dos quais você terá que abrir mão de certas coisas para poder cuidar daquilo que quer. Acredito que não dá para se ter um filho e deixar para seus pais cuidarem dele. Assim como um animal de estimação. A responsabilidade agora é sua. Você terá que deixar algumas coisas de lado para se dedicar àquilo que escolheu. Portanto, pense bem no que quer e seja honrado com suas opções.